quarta-feira, 18 de março de 2015

A vida era insólita na natureza.

A vida era insólita na natureza. Vivíamos em condições desagradáveis e insalubres. Havia o risco constante de doenças, morte por ataque de animais selvagens, ou o infortúnio de não conseguir comida ou abrigo.
Com o passar dos milênios, lentamente nos adaptamos e nos tornamos capazes de controlar os elementos da natureza. Agora não mais o homem passava fome, por quê sabia plantar e assim surgiu a cultura, passada de boca em boca. Não mais o homem não teria onde dormir, pois sabia construir. Criava comunidades, clareiras na florestas, e habilmente, com ajuda de suas sábias ferramentas, elevava seus abrigos e cercas, protegendo dos animais selvagens e mantendo os animais domesticados. Aprendemos a nos transportar mais rápido com as montarias, a utilizar roupas para proteger do sol e do frio.

 Aprendemos mesmo - gradativamente - a evitar e curar muitas doenças e males, tornando a vida do homem mais confortável e segura. Depois disso - não paramos por aí - nos tornamos predadores de nós mesmos, e as cercas que outrora afastavam os animais selvagens, agora eram muros de pedra com outra serventia - afastar as "feras civilizadas", mas logo foram superados, pois parece que em dados momentos a criatividade do homem para destruir supera em muito a criatividade em construir.

Hoje, após muitos milênios, depois séculos depois décadas (será o olhar mais minucioso sempre na proximidade de nossa era?) vivemos em novas florestas. Essas feitas de pedra, asfalto, fumaça e barulho. Não temos mais feras nos caçando, temos carros motos e ônibus para nos massacrar. Não temos mais doenças tropicais, temos as doenças modernas, fabricadas por aquilo que nós mesmos comemos, vivemos, ouvimos, vemos - nesse mundo que construímos. Temos gente sem abrigo, gente sem ter o que comer. Parece irônico que depois de tantos milênios, o homem ainda não chegou em uma forma razoável de se viver.

Eu diria sem pudor: A vida é insólitas nas cidades. Vivemos em condições desagradáveis e insalubres. Há o risco constante de doenças, morte por ataque de motoristas selvagens, ou o infortúnio de não conseguir comida ou abrigo.

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